
A sina da discriminação pelo batuque que vem dos morros corre décadas. Hoje glória nacional, o samba também viveu seus dias de pária. Se muito funkeiro já apanhou da polícia só por estar de tênis, boné e bermuda – a tríade dos funkeiros –, os sambistas do início do século XX também já enfiaram a viola no saco para se esquivar das autoridades. "Lá pela década de 1920, bastava andar com o violão na rua e você já ia preso, pois era considerado vagabundo. Ismael Silva passou um tempo na cadeia e João Baiana foi preso várias vezes por estar andando com seu pandeiro”, diz a professora da PUC-Rio, Giovanna Dealtry, que acaba de lançar o livro No fio da navalha – Malandragem na literatura e no samba (Casa da Palavra).
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